Posts Tagged ‘arquitetura’

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Apartamento novo, ou Migalhas da minha vida

juin 11, 2011

Acho que nunca cheguei a comentar aqui (até porque, visto a freqüência na qual en posto, eu não devo comentar muita coisa…) mas eu comprei um apartamento. Ignoro completamente como é o processo de compra de apê no Brasil, mas boy, aqui na França é uma bagunça total.
Se lembro bem, acho que achei a « pérola » em março. Hoje é junho e só assinaremos o papel oficial lá pelo dia 20. Porque? Porque é assim. A gente recebe papéis de contrato dizendo: « olha, que bom, vc recebeu isso hoje, prova que está tudo pronto, mas por uma razão oficial obvia (??), espere 11 dias e reenvie a papelada assinada, e espere 12 dias e marque uma reunião com o notário. » Isso se ele puder nessas datas, né… Gente! De onde vem essa de 11 dias? Porque 11?? Anyway…
Bom, de qualquer modo, independente da data de entrega das chaves, pretendemos nos mudar somente em setembro. (Aproveitando o verão na piscina de casa heheh). Fora que eu moro em República com pessoas tão maravilhosas, que não tenho pressa nenhuma. E  só de pensar que essa fase vai acabar… me sinto envelhecer um pouco…
Ai ai… tudo isso pra dizer, que não posso empedir de sonhar com esse apê novo, com minhas tão sonhadas cadeiras Eames pra sala de jantar… ai ai…
Daí vejo exemplos de interiores como esse que postarei a seguir e sorrio por dentro: tão… tão « eu »! 🙂

O projeto é de SeARCH e Christian Muller Architects: concreto e design nórdico… Com um toque de carvalho maçiço, eles acharam meu « happy trio ».
Fiquem com imagens do interior, mas para os curiosos, saibam que a casa é um projeto arquitetônico realmente atípico en Vals na Suíça, e vale a pena dar uma olhada. Tá aqui.

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Um dia, num castelo distante…

mai 5, 2010

Ta, galera, vou contar novidade. Porque, venhamos, faz tempo, ja, né?
Então.
Imagina um caos. Junta muita lama, muito stress, e um cliente que não quer pagar as empresas do canteiro de obras. Got the mood? Vixi.les pieds dans le chantier

Pra começar, meu big boss ja não é dos mais novinhos, e por mais que ainda tenha todo seu talento e energia, a memoria, well, às vezes, falha.
E ele manda e desmanda, volta quando està tudo terminado, e manda desfazer porque mudou de idéia. A peça. E vai, e escolhe mosaicos de ouro. E vai que vamos filtrar a piscina (recheada com o tal mosaico) com um sistema chique de electrolise com sal. E vai que uma semana antes da entrega do canteiro, o sal e o ouro não são compativeis. Alerta vermelho-para-tudo.
Quer mais? A empregada do cliente deu de ficar de gaiata na conversa de cada operàrio e relatou ao cliente as criticas pessoais dos caras em relação ao projeto. Uhuu.
Dai liga o bofe, com 10 pedras em cada mão: não pago ninguém! Hahaha. O luxo de ser assalariada.
Dai dorme o bofe, reflete um pouco, e percebe que se nao pagar, a geringonça não vai pra frente. Duh. E quem pega meia hora de trânsito pra acompanhar as obras e chega no castelo, vazio? ÊÊ!! Adoro meu emprego…

P.S: digito esse post do computador do namô, sem acentos, yadda, yadda…

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Pagando a promessa

novembre 17, 2009

Então, onde estávamos? Ah sim, as novidades do rumo que as coisas tomaram na minha vida…
Chegou um dia, em que eu comecei a me perguntar seriamente se deveria ou não ficar na antiga agência onde trabalhava. Lembra? Nesse dia, uma das coisas que me ajudaram a tomar uma decisão (além da opinião de alguns de vocês 🙂 ) foi uma boa coincidência: recebi um telefonema do nada, perguntando se eu ainda estava procurando vaga. Assim mesmo, do nada, 1 mês depois de eu parar de procurar.

Ah, na dúvida , resolvi achar legal o « sinal » e disse que sim: marquei uma entrevista. Pra tal da sexta feira…
Até lá, o tempo foi moldando minha cabeça pra cair pra vida e achar outro trampo, que pagasse, de fato, minhas contas. De todas as agências da região (sim, eu passei em TODAS), eu tinha deixado 2as de lado, por motivos de pessimismo, ou de distância. Uma dela é uma agência bem conhecida, com filiais e tudo (coisa raríssima para uma agência de arquitectos, vamos combinar), e eu a tinha deixado de lado por dois motivos: 1 deles, é que ela é meio longinha da minha casa. Outro, é por botar pouca fé que eles realmente me contratariam, com essa pouca experiência que tenho.
Mas já que eu tinha resolvido voltar a procurar, telefonei. E dei sorte: marquei outra entrevista.

A primeira correu muito bem. Eu ADOREI a agência. De ótimo gosto, com obras de arte contemporânea lindíssimas por todas as paredes, uma turma jovem… Trabalham com projetos interessantíssimos para uma clientela abastada.

Mas ao ir embora, avisaram-me que eu era a primeira candidata que eles entrevistavam, e quando vi a pilha de currículos em cima da mesa, minhas esperanças diminuíram bastante.

Enquanto esperava a resposta, fui fazer a outra entrevista. Agência moderninha, projetos descolados de maior escala. Queriam uma pessoa para realizar os detalhes técnicos em corte e planta.

E numa dessas… fui aceita nas duas!! Ô dilema! Se por um lado fiquei super feliz, lisonjeada, e orgulhosa de mim mesma, num certo ponto, por outro, pensei: damn it! E agora? Como escolher?
Coloquei tudo na balança e escolhi a primeira. Comecei ontem!
Se estou feliz? Suuuper!!  Os horarios são pesadinhos, mas eu já comecei a 1000 por hora num projeto de A a Z.
Próxima etapa: lidar com o problema de 1 carro para dois, aqui em casa… Mas isso vai ser outro capítulo…

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Dilema

octobre 27, 2009

E sério. Gente, estou tendo problemas pra decidir qual rumo tomar em relação ao meu trampo.
O fato é que ha mais ou menos um mês, um mês e tanto, comecei a trabalhar numa agência em Cannes (não lembra? clique aqui). A agência é nova, está começando (leia-se « ta foda »), tal. O esquema então, é o seguinte:  eu trabalho for free (leia-se das 9:00 às 18:00 ou mais) ganhando unicamente meu almoço. Quando cair grana (a agência trabalha com concursos de projetos públicos, por isso demora), eu passo a ser paga. O fato é que a arquiteta não quer prometer uma remuneração que possa vir a sair do bolso dela caso a entrada de honorários falhe. Isso, eu até entendo, por isso que eu topei. Além do mais, a vantagem que eu vi na época foi essa: eu posso ficar sem ganhar por um mês, mas se no próximo tiver mais projetos, eu posso até fazer parte da equipe, e ganhar uma porcentagem sobre os honorários, o que representa uma vantagem bem maior que qualquer salário. Sem contar que depois, eu posso usar o projeto como referência para o meu trabalho. Interessante, até, não?

Deu pra seguir até aí?

Essa semana, uma coisa mudou. Ela conversou com uma amiga advogada, que a deve ter alertado sobre o risco desse tipo de plano « borderline legal », e ela me veio com a ideia de me pegar como estagiária. SO QUE estagiários em tempo integral por um período de mais de três meses consecutivos (o que é meu caso) devem ser pagos de 1/3 do salário mínimo, o que da uns 390€.
Eu aqui com meus botões pensei que é melhor que nada. SO QUE (bis) com o status de estagiaria, eu não posso constar na equipe de arquitetos dos projetos, ou seja: não vou poder usar nada do que eu fizer na agência como referência no futuro.

Ainda está  comigo?

ENQUANTO ISSO, hoje me liga uma agência um pouco mais longe, querendo pagar 1700 por mês nítidos (leia-se limpos, depois de dedução de impostos). Vou encontrar-me com eles sexta feira pra ver o que que pega.

A pergunta é: o que você acha que devo fazer? Permanecer com a arquiteta que me pegou sob suas asas pra me « iniciar » ao mundo dos projetos públicos? Com que me entendo bem, e tal? Mas ganhando uma merda de remuneração? Ou apostar nessa nova agencia, ganhar mais, e deixar na mão a agência onde estou?
Continuar estagiária, ou me assalariar? Ai, ai… muitas perguntas. Claro que eu vou ter mais elementos pra decidir depois da reunião sexta feira, mas por enquanto, alguém tem um conselho?

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A morte do jornalismo brasileiro

juin 19, 2009

Extra, Extra, o Brasil manda pastar seus jornalistas!

Não moro no Brasil, e acompanho toda a parafernália de longe, mas geeente, fala sério. Como é que uma advogada (diplomada, né, porque tirar o crédito da própria profissão é algo que advogados vão demorar um bom tanto pra fazer, creio eu) teve coragem de expor sua falta de cultura desse jeito? A infeliz profissional (Taís Gasparian pra quem se importa) colocou todos que têm acesso a um teclado de computador no mesmo saco. Ê!! Vamos brindar à liberdade de expressão! Os outros países que permaneçam fora da lei, com seus jornalistas competentes e diplomados. No Brasil, sabe-se melhor.

E se a exigência do diploma é inconstitucional, vamos abolir também todos os outros que são completamente dispensáveis, como decoradores, designers, cozinheiros… Arquitetos também! Conheço mais de um excelentíssimos que não têm diploma… Podemos seguir com as escolas de artes plásticas, oras! Minha tia também pode comprar tinta e tela no mercado e sair pintando. Propaganda e marketing? Uma fraude!
Gente, se Bill Gates, Steve Jobs e -como poderia esquecer- o caro presidente Lula não têm diplomas, porque deveríamos? Vai que dá. Vai que você já nasce sabendo. Se não, aprende no taco. Sim, porque o argumento, foi que as exigências para ser jornalista relevam de um compromisso com a informação e a curiosidade, e que pra isso, não e indispensável a faculdade de jornalismo.  Deve ser porque não criaram a faculdade de informação nem a de curiosidade, por isso.

Para ser jornalista, nada que um kit « crie seu blog em dois cliques » não resolva. O WordPress te faz jornalista! Pera então que já vou garantir um joguinho « brinque de cirurgião » para os filhos que ainda não tenho: ganharemos tempo e dinheiro. E vou comprar um joguinho de aviação caso ele queira ser piloto auto-ditada. Como não? Os jogos de hoje são tão realistas!

https://i2.wp.com/www.hasbro.de/images/img.php/full/prodimg/6d53779951e5f5cce4a60018ebcfce87.jpg

Aqui na França tinha joguinho de médico, não achei equivalente no Brasil, mas aposto que tem: garanta já o futuro do seu filho!

É minha segunda decepção com o Brasil, esses dias. Não digo 3, porque a primeira mesmo tinha sido com essa reforma ortográfica nivelando a cultura por baixo. Mas enfim. Estou me referindo ao concurso fechado organisado pela ABEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) e a APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e investimentos) dando 10 dias para apresentar uma proposta para o pavilhão de exposição de Shanghai. Olha o « náipe » do vencedor, que vai representar a arquitetura do Brasil pelo mundo afora :

xangai2010-br-01

Nome do gênio: Fernando Brandão

Tem outras fotos no post en francês para vocês verem o desastre.
Mas o lado positivo é esse: baixe  o Google SketchUp e vire arquiteto você também!! Ê! Porque nem venha me dizer que são precisos 5 anos pra fazer isso, né? Nada! Democratização do conhecimento!

Fui, porque por algum motivo oculto, ainda faço questão de terminar meu diploma…

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(Mais um) meme

mars 5, 2009
Meme passado por Marivone do Uma Fábula Sobre a Vaidade

Putz.. três coisas que eu adoro, três coisas que detesto. Ha-ha.

Acho uma piada, essas coisas, pois au invés de citar três DENTRE todas as coisas que eu gosto (e das que detesto), fica a pressão de citar AS 3 QUE MAIS GOSTO (e as que mais detesto). Depois pensando, que imbecil, isso. Não tem 3 coisas que eu mais adoro. Até porque, entre dormir, minha irmã, receber massagem, rir até doer a barriga, balas Haribo, apertar a parte mole do braço da minha avó, morder pacotinho de açúcar e arrancar cola dos dedos, acho que fica difícil hierarquisar sem um critério comum, né… (tá, minha irmã passa acima de todas as coisas que eu mais adoro nesse mundo, but I guess that’s not the point. And I also guess no one gives a damn.)

Essa semana mesmo tive que responder um questionário assim para uma pré-seleção de emprego. Engraçado, né? As perguntas eram:

3 arquitetos

2 designers

2 artistas plásticos

2 músicos

Achei divertido, na hora, o jeito de selecionar (bem melhor que aquela carta de motivação super puxa saco e fake). Anyway… voltando ao meme, decidi que vou levar a coisa assim mesmo, sem pressão (pra que, minha gente?), sem pensar que minhas respostas são « espelho » do que eu sou/valo/penso/vai se foder.

1a coisa que eu adoro: enfiar a mão num saco de isopor em bolinhas soltas.

Nivel de prazer: Orgásmico.

Nivel de prazer: Orgásmico.

Deve ser a sensação mais legal que experimentei até hoje

2a coisa que eu adoro: colocar a cara na saída de ar quente do meu aquecedor

Eu chamo meu aquecedor de Rio-de-Jameiro. Ele é um aquecedorzinho a gaz, bastante potente, até. (tive de mudar minha cama de perto dele ao ter minha nádega queimada um dia em que fui esticar os lençóis) E quando faz muito muito frio, deixo o ar quente me lembrar que já vivi dias naturalmente assim.

3a coisa que eu adoro: sonhar com meus pais

É raro, mas me sinto realmente sortuda quando isso acontece.

1a coisa que eu detesto: perder um ônibus que ACABA de partir, a 1m de mim

Acho que isso é, de fato, A coisa que eu mais detesto. Tem muitos posts sobre minha raiva de meios de transporte em comum nesse blog. Mas a eterna lei-de-Mary (muito mais tiro-e-queda que a do meu amigo Murphy, só que aplicada aos ônibus) sempre insiste em voltar: quando eu estou uns segundos atrasada para o horário do bus, o maldito chaga pontualmente (ou pior: adiantado). Mas quando eu estou uns segundos adiantada, ou resolvo esperar o bus que partiu sem mim, a m*** do busão seguinte chega atrasada(íssima).

2a coisa que eu detesto: arrumar a mala na volta da viagem.

Realmente acho um saco. Deve ser por isso que geralmente, a bichinha fica uma boa semana plantada e graúda na entrada do meu apê. Eu passo por cima, contorno, desloco se estiver no caminho, mas não arrumo. Até começar a dar falta no que está dentro.

Nível de mal humor: chute na canela

3a coisa que eu detesto: perder minhas coisas na minha própria bagunça.

Tá, meio óbvio, não tem ninguém que goste, mas comigo vem acontecendo bem frequentemente, até que eu dei AQUELA arrumada geral.. e mesmo assim não achei umas coisas que tenho certeza que está em casa. Maldito Saci.

Ache um clip azul

Ache um clip azul

Voilà. Ah, ficou curioso para saber as minhas respostas para a pré-seleção de emprego?

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O que vem a ser uma « casa de arquiteto » pra você?

décembre 9, 2008
Uma das casas do Weissenhofsiedlung em Stuttgart

Ajude uma mestranda (se diz, isso?) a recuperar o tempo perdido em que passou blogando, procrastinando ou caindo da bicicleta respondendo a essa perguntinha, seguida pelo país onde mora, pode ser? Minha tese agradece. E quando terminar, eu conto porque eu quis saber, vale?

Uma das casas do Weissenhofsiedlung em Stuttgart