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A TV, a chuva e o pinto piramidal

septembre 24, 2008

Essa é uma história verídica de uma garota super bem resolvida, que sabe o que quer, mas muita vezes não sabe o que faz. Querer e fazer não são sempre causa e conseqüência no mundo feminino… aliás, muitos binômios básicos também não o são: pensar e agir en conseqüência; ter vontade e executá-la; ter juízo e ouví-lo… que mais? Tomar uma decisão e a colocar em prática… enfim… lista exaustiva fugindo do meu ponto inicial. A garota en questão é muito minha amiga, e por isso dividiu esse anetoda íntima comigo.

Nos telefonamos. Nada pra fazer nessa cidade, nas vésperas da volta às aulas. Ninguém chegou de viagem ainda, a rotina ainda não pegou no tranco, a conta bancária não está na fase de permitir entretenimentos exóticos. Vamos fazer alguma coisa? Putz, hoje é domingo, domingo fica tudo fechado.

Sim meu caro leitor  do Brasil. Fica achando que aí é que é o fim de mundo, fica! Vem pra Europa ver a cidade parar depois das 19h, e o domingo só servir para ficar plantado na frente dessa porcaria de computador…Enfim.

Tenho uma meia dúzia de móveis da Ikea pra montar, tá afim? Bora. Vou eu brincar de Lego escala 1:1 na casa dela. A conversa começou logo na análise do manualzinho ilustrado « adivinha o que não está escrito » deles.

« Lembra daquele cara com quem eu sonhei acordada desde os 15? Aquele de Arcachon, Deus na terra, que era da minha escola na época em que tudo que passava na minha cabeça era que um dia ele ia ser meu? » Ai… lá vai… « Sei. » « Então… não é que agora que eu tô morando aqui, o cara é meu vizinho? » (Puuutz…) « Ãh… »

A história é uma comédia. O cara que, muito educado, tinha ligado pra acompanhar as novidades e desejar as boas vindas, de certa forma, acabou convidando para uma festinha na Victoire, com uns amigos da facul dele. Vamo ae. No dia D, chovia. Chovia e a idéia do passeio até o centro cobertos por un único guarda-chuva tinha um falso ar romântico que repulsava mais que outra coisa. Objetividade sempre foi a palavra chave dela, isso eu já sabia (Como assim a gente vai andar de poça em poça por 20min pra chegar numa festa onde não vou conhecer ninguém, e nem sei se vai ser tão legal assim? Sob pretexto que é romântico? Eu hein!). De fato. O caro amigo foi buscar o carro na pqp pra levá-la na outra pqp. Passando os detalhes da festa, chegou a hora de voltar pra casa. Ela que quis. Naquela hora e pronto.

Ela que já saía andando (ou cambaleando, no caso) fêz-se acompanhar até em casa a pé mesmo. Não chovia mais.

Olha, valeu pela festa, heim! A gente se vê! Ciao! ……. Que foi? …….. « É que, ele disse, vc pediu pra que eu te acompanhasse mas as minhas chaves de casa estão dentro do carro… que ficou lá! »

Puuutz! E aí? « Ah, aí eu ia fazer o que? Deixar o cara se foder e bater a porta no nariz dele? »

Olha, ela respondeu, minha coloc’ ainda não voltou (não sei se tem uma palavra mais fun pra colocatária em português, mas a gente fala coloc’…), você pode ficar no quarto dela.

Nessa altura a gente já estava na etapa de apertar os parafusos com uma faca pontuda, na falta de ferramentas de verdade. « Haha, até parece! Você acredita que três da matina e o cara não achou nada mais convincente do que me dizer: ah, você tem uma TV o seu quarto… vamos assistir TV? » Ela olhou com aquela cara de « putz, homen é foda » e aceitou. Aceitou e bora tirar uma casquinha… Afinal, ajoelhou….

E não é que o cara parou na ajoelhada? « Ah, cê tá me tirando! » Isso é ela exclamando. « O cara lá ,deitado na minha barriga, illustrando a puta desculpa esfarrapada com aquele sorriso que de ingênuo não tinha un dente e… nada?!

A partir daí passarei os detalhes. Mas enquando ela contava deu pra encaixar os toquinhos de madeira, colocar a parte da direita do móvel, e começar a montar as gavetas. Só vou ressaltar meu espanto quando ouvi ela dizer: foi bem legal… mas o cara era meio… piramidal (Piramidal??! caraca… o pior era assumir que eu sabia muito bem do que ela estava falando…).

Não tenho tanta experiência em fenótipo de pinto assim… mas citando essa mesma amiga, esse papo de que tamanho não é documento é coisa de mal comida. Mas o cidadão de pinto piramidal, diz a lenda que estava até que bem na média e a história ficou em stand by…

Conclusão da história: não adianta falar que não, sempre rola uma comparação.

Conclusão dois: não se distraia com histórias de caráter sexual enquanto monta um móvel Ikea, porque vai acabar com as gavetas de cabeça pra baixo.

One comment

  1. […] anedota que me contaram esses dias. Não se surpreendam se a autora é a mesma daquela história do pinto piramidal (que pelo jeito vai bem, […]



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